Saia Justa com Japoneses – Etiqueta Empresarial


image002Esta semana ouvi um relato que me deixou horrorizada. Um amigo foi a uma reunião em São Paulo sem saber ao certo sobre o que se tratava. Ontem ele me contou que ao chegar à reunião, havia um grupo diretores de multinacionais japonesas, onde a maioria não fala português. Até aí tudo bem. O problema é que absolutamente NINGUÉM se preparou para a reunião. Somente uma pessoa – provavelmente o Big Boss – sabia o motivo e conhecia os participantes da reunião. Meu amigo disse que a reunião foi um desastre. Só havia pessoas despreparadas e os  executivos japoneses  estavam impacientes e surpresos com tamanha falta de educação.

Fiquei mais surpresa quando ele falou que não havia alguém para preparar o fatídico encontro. E saiba que estamos falando de uma grande organização. Renomada e conhecida internacionalmente. E como não haver uma área responsável? Uma secretária experiente saberia muito bem resolver a situação. E onde estava ela?  Esse meu amigo ficou arrasado e me disse que se soubesse ao menos que iria receber os japoneses teria me pedido ajuda.

Muitas pessoas não dão importância para os cuidados que devemos ter ao lidar com pessoas de outros países. Muitos acham frescura essa tal de etiqueta. Mas poucos sabem que a falta dela chega até mesmo a cancelar negócios milionários. O que pode ser banal para nós, brasileiros, pode ser ofensivo para executivos de outros países. Por esse motivo, resolvi compilar alguns artigos – pois acabei pesquisando o assunto para preparar um guia rápido de sobrevivência pra ele caso o negócio não tenha sido prejudicado por tal situação – com os pontos principais da etiqueta japonesa.

Para a secretária é imprescindível ter domínio em etiqueta empresarial, por isso, além do artigo que vou postar, indico a leitura obrigatória dos livros “Negócios, Negócios. Etiqueta faz parte – Claudia Matarazzo”, “Negócio Fechado – Suzana Doblinski”, e “Etiqueta Empresarial – Maria Aparecida A. Araújo” que falam não só sobre a etiqueta japonesa, mas possuem regras de etiqueta de várias culturas.

 O Japão é um país que costuma seguir à risca algumas regras sociais para causar uma boa impressão e não incomodar as pessoas em volta. Essas regras, que os japoneses chamam de manaa (do inglês manner, ou maneira, conduta), podem abranger desde o uso indevido do telefone celular em trens ou beijos em lugares públicos. Nos locais de trabalho também existem várias regras que devem ser obedecidas. Elas não estão escritas em nenhum manual porque se supõe que os funcionários já as conheçam.

Seguir as normas é fundamental para quem quer manter uma boa convivência e ser respeitado no ambiente de trabalho.

Manual da “boa imagem”

Não utilize o celular no horário de trabalho. Deixe o aparelho no armário, de preferência desligado ou no modo manner. Se a empresa permitir, faça a checagem na hora do almoço.  Se por algum motivo a pessoa estiver esperando um telefonema de emergência (alguém que ficou doente, por exemplo), peça ao chefe para, nesse dia, excepcionalmente, carregar o aparelho no bolso e atender a chamada.  Evite conversar com outros funcionários além do necessário. Alguns chefes japoneses costumam se irritar principalmente se as pessoas estiverem falando em português, já que eles não entendem o conteúdo da conversa.

CARTÕES DE VISITA

A troca de cartões de visitas no Japão costuma ser mais cerimoniosa que no Ocidente. Os cartões de visita geralmente são impressos com nome da empresa, cargo, nome, endereço e telefone, em japonês na parte frontal e em caracteres latinos (Romaji) na parte traseira. O meishi informa a posição, status e grupo hierárquico da pessoa dentro da empresa, desempenhando um papel importantíssimo numa sociedade onde o grau hierárquico é muito importante. Num encontro de negócios é imprescindível possuir o meishi, pois é considerado falta de etiqueta e rude não possuí-lo. Entrega-se e recebe-se o meishi com as duas mãos. Não deve se dobrar nem escrever no cartão e é de bom uso possuir um “meishi-ire”(porta cartão). Se não possuí-lo, guarde o cartão no bolso interno do paletó ou em sua carteira. A etiqueta manda que se leia atentamente o nome da pessoa no cartão, em voz baixa de preferência, com o intuito de memorizar o nome, posição e empresa da pessoa. O esquecimento do nome da pessoa durante a conversa é demonstração de rudeza e de que se deu pouca importância ao dono do cartão.

PRESENTES

 Dar presentes para os japoneses é demonstração de amizade, honra, admiração. Mesmo que seja para aquele com quem você só pensa em fazer negócios, o presente não vai ter cara de suborno. É parte da cultura. O maior cuidado é quanto à simplicidade da sua escolha. Se, para nós, vale uma “lembrancinha”, para um oriental de cargo ou posição social mais importante pode ser o fim de um bom relacionamento. Outro detalhe, igualmente importante, é o embrulho: nunca use papel branco. Porque esta é a cor dos funerais e traz a lembrança da morte. O sistema de dar presentes no Japão é talvez um dos mais intrincados e difíceis do mundo. Existe uma inteira etiqueta sobre como dar presentes, de que tipo, quando, para quem, o mais apropriado em cada ocasião, quanto deveria custar, forma de embrulhar e em quais circunstâncias os presentes devem ser dados. Quando se agradece alguém por um convite, retribui-se uma visita e após se fazer uma longa viagem, é comum se dar bolos, biscoitos, frutas etc… embaladas em bonitos papeis. Entretanto quando visitar o escritório de um cliente, possível parceiro de negócios ou mesmo escritórios governamentais o “omiage” deverá ser um pouco mais caro como xícaras ou bandejas laqueadas. Quando se vem de uma viagem de país estrangeiro se deve trazer pequenos presentes (baratos) típicos do país de procedência como CD’s, souvenirs etc… embrulhados em papéis locais. Quando se viaja longas distancias é comum sócios e amigos darem dinheiro e quando se volta se traz presentes típicos do local visitado para todos. Quando se presenteia ou se recebe presentes é polido utilizar-se as duas mãos e inclinar-se respeitosamente na troca dos mesmos.

PELO SIM OU PELO NÃO

 Se não quero ir ao cinema e você me pergunta “Não quer ir ao cinema?”. Minha resposta será (até mesmo balançando a cabeça horizontalmente) “não, não quero ir”. Para os japoneses não é assim. Questões negativas sempre têm como resposta um “sim”. Ou seja, no Japão, se você pergunta ao seu amigo “você não quer ir ao cinema?”, a resposta dele será “sim”, ou seja, “sim – é verdade, eu não quero ir ao cinema”. Não entendeu? A diferença está na resposta. O brasileiro diria “Não, não entendi” enquanto o japonês diria “sim, não entendi.” Entendeu, agora?

CUMPRIMENTAR

Na hora de cumprimentar os mais velhos, use “san” depois do sobrenome daquele a quem se dirige, que quer dizer “senhor” ou “senhora”. Somente se usa chamar alguém pelo nome sem o sufixo san nas relações familiares entre irmãos ou amigos íntimos. Se o japonês se curvar ao cumprimentá-lo, faça o mesmo e com o mesmo ângulo de curvatura, pois ela indica o grau de relacionamento entre vocês. Mantenha as palmas das mãos retas e paralelas às coxas. Na empresa, quando se trata de superiores, deve-se chamá-lo pelo cargo seguido so sufixo “sama”(sr/sra. honorífico. Exemplo : Sr. Presidente = shatyô-sama. A própria linguagem é diferente quando se dirige a pessoas de nível social inferior ou crianças, mudando-se termos de tratamento, verbos e palavras em geral. Em situações em que se encontramos em situação inferiorizada, perante professores, autoridades, ou pessoas de hierarquia superior usamos o modo honorífico, em situações em que o falante tem uma posição de pedido ou súplica, se usa a forma de modéstia. Estes modos de falar e seus termos podem ser encontrados em livros manuais para estrangeiros, mas a proficiência no uso depende da prática local.

http://br.geocities.com/cartaodeembarque/Etiqueta-no-Japao.html http://www.noticiasdobrasil.com.br/etiquetajaponesa.htm http://gambare.uol.com.br/2005/11/19/etiqueta-no-trabalho/

CUMPRIMENTO%20JAPONES

3 comentários em “Saia Justa com Japoneses – Etiqueta Empresarial

  1. Querida amiga,

    Meus parabéns por mais esse trabalho de qualidade e sobretudo personalidade. Participei do Seminário e Congresso das Secretárias DF/2009 e foi um desastre total (organização zero entre outros quesitos). Acredito que você poderia perfeitamente organizar um “Evento” deste porte se associando a outros profissionais (Etiqueta: Dora, por exemplo) e tantos outros que fazem parte de suas relações profissionais. A empresa que vem realizando esse “Evento” é de São Paulo e Brasília certamente já possui qualificação para desenvolver esse tipo de trabalho.

    Beijos

    Teresa Cristina Fraga de Oliveira

  2. Seu blog é um maximo eu to concluindo administração e tem muita coisa boa pra mim!!!Amei to por aqui agora sempre me antenando agora!!
    Sobre o acidente da Aline Moraes eu achei que tinha entendido errado rssrsrsrsrsr… mas vi o outro acidente…
    bjo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s