Conheça as maiores gafes que atrapalham na conquista de melhores cargos


Carreira

Enviada por minha aluna Monica, por e-mail.

  Correioweb – Admite-se

 20/05/2010 10:41

 Daniela do Lago, professora da FGV e especialista em comportamento corporativo, cita os tipos de comportamento que prejudicam profissionais em processos de promoção e comenta como driblá-los

Alcançar as tão sonhadas ascensões na hierarquia da empresa são metas atingidas por poucos profissionais. Segundo Daniela do Lago, professora da Fundação Getúlio Vargas e especialista em comportamento corporativo, alguns profissionais se autoboicotam em um processo de promoção por não terem uma percepção clara sobre as atitudes valorizadas em sua empresa.

 “A promoção depende muito do próprio esforço, mas depende muito mais de a pessoa mostrar que possui um perfil condizente com a filosofia da empresa em que atua”, afirma. “Nem sempre a pessoa que mais faz horas extras, por exemplo, é a que traz mais resultados para empresa. Na tentativa de mostrar-se esforçado e comprometido com o trabalho, o profissional pode estar sendo visto como desorganizado e lento.”

 As gafes no ambiente corporativo vão desde o excesso de bajulação ao chefe até a falta de jogo de cintura entre colegas. As atitudes mais valorizadas variam em cada empresa, mas de forma geral são cinco os comportamentos prejudiciais:

 Complexo de hora extra

Foi-se o tempo em que a qualidade do trabalho era medida pelo tempo gasto com os assuntos da empresa. Trabalhar até mais tarde e levar trabalho para casa, ao contrário do que se pensa, são sintomas de um funcionário contraproducente, incapaz de organizar o próprio tempo e executar suas atividades focado nos resultados. De acordo com Daniela, o importante é gerar resultados positivos. “Ocupação não significa eficiência. O que vale são os resultados. Se um funcionário trouxer resultados positivos para empresa a probabilidade de conseguir uma promoção é grande, afinal todos estarão vendo seus resultados”, afirma.

 Excesso de bajulação

Há muito tempo uma figura persegue o mundo corporativo: o puxa-saco. Não há quem trabalhe e não conte uma história que envolva um bajulador. Daniela adverte: “Nem sempre a bajulação é algo positivo. Pelo contrário. Com o decorrer do tempo, as pessoas não vão querer mais a opinião deste bajulador, por julgar que o mesmo não tem senso crítico e por isso sua opinião não deve ser levada em consideração”.

 Timidez exagerada

A timidez, por si só, não é problema e, definitivamente, não interfere na eficiência de um profissional. Entretanto, é necessário se atentar aos excessos. “A timidez não pode ser uma barreira na comunicação de resultados. Caso contrário, pode interferir na caminhada em busca do sucesso”, salienta a especialista. A dica é combater a timidez com a autoconfiança: “Pessoas autoconfiantes encontram mais facilidade no mundo corporativo. Geralmente elas sabem o que querem e vão em busca de seus objetivos”.

 Ser sempre do contra

Engana-se quem acredita ser um pecado discordar das idéias dos chefes. Segundo Daniela, idéias novas sempre serão bem vindas. “É muito importante termos opiniões diferentes e feliz é o chefe que tem uma equipe que discorda dele, afinal somente com pontos de vista diferentes que conseguimos enxergar a melhor alternativa”. Divergir, no entanto, é algo que pede equilíbrio e senso crítico. Discordar é diferente de ser sempre do contra, sendo que o primeiro caso exige conhecimento e boa argumentação. A especialista ainda cita um exemplo de peso: “Na Google o funcionário é obrigado a discordar com o chefe em uma reunião, com o objetivo de se alcançar a melhor solução para um problema”. Mais uma vez, a ponderação precisa ser observada. Discordar não significa entrar em conflitos desnecessários.

 Não saber se planejar

O planejamento é imprescindível para quem almeja sucesso, sendo que a ascensão profissional necessita de organização e comprometimento. Não adianta simplesmente desejar ser promovido, é preciso planejar como isto será possível. Um planejamento bem feito inclui identificar pontos fracos, para então trabalhar mudanças, e também identificar pontos fortes, para saber se posicionar em oportunidades em que obterá valorização. É preciso ainda responder algumas perguntas básicas: Que potenciais preciso desenvolver para ocupar o cargo que almejo? O que a minha empresa valoriza em um profissional? Que passos precisarei dar rumo a este objetivo? As respostas normalmente são facilmente colhidas na dinâmica da rotina de trabalha, requer apenas atenção para percebê-las.

 Formada em Coaching pelo ICI (Integrated Coaching Institute) em curso credenciado pelo ICF (International Coach Federation), Daniela do Lago é mestre em Administração com Foco em Gestão e Inovação Organizacional pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS, MBA em Marketing pela FGV e Bacharel em Administração pela Fundação Santo André. Professora dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS, para as disciplinas de Aspectos Comportamentais, Comunicação e Liderança. Possui experiência profissional de 10 anos atuando com Recursos Humanos e Marketing em diversas empresas e segmentos, dentre elas Mercedes-Benz e Johnson Controls. Teve seu projeto publicado no livro “Os melhores projetos de MBA de 2002” pela FGV. Palestrante, consultora de empresas e autora de diversos artigos acadêmicos publicados em congressos e revistas.

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