Matéria sobre o Dia da Secretária – CorreioWeb


Carreira
Dia da secretária: regulamentação da profissão completa 25 anos

Correioweb – Admite-se

30/09/2010 12:22

Para profissionais da área, não faltam vagas no mercado e qualificação garante melhores salários

Bilingues, comunicativas e capazes de coordenar diversas tarefas. Se antes eram vistas como o bibelô da empresa, hoje o perfil dessas profissionais mudou. Indispensáveis em qualquer organização, as secretárias têm buscado maior qualificação para atender às necessidades do mercado. O curso de Secretariado Executivo, por exemplo, oferece um diferencial para quem quer trabalhar nessa carreira cada vez mais em ascensão.

A secretária executiva Ana Cristina Brandão Silva, 43 anos, começou na profissão por acaso, mas se apaixonou pela carreira. Ela é bacharel no curso de Secretariado Executivo e concluiu pós-graduação em Gestão de Pessoas. Em seu trabalho, Ana Cristina faz assessoramento e analisa processos para apoiar sua chefia na tomada de decisões.

Mesmo antes da graduação, Ana Cristina fez cursos como técnicas de secretariado, qualidade no atendimento, língua portuguesa e informática. Além disso, ela cursou idiomas para garantir fluência em inglês e espanhol. “Ser bilíngue é uma grande vantagem, mas é fundamental que a secretária domine a língua portuguesa, já que escrever e falar corretamente são algumas das principais funções da profissional”, diz.

De acordo com o Sindicato das Secretárias e Secretários do Distrito Federal, o piso salarial do técnico em secretariado é de R$ 1.010 e o do secretário executivo, R$ 2.480. “Quanto mais o profissional buscar a qualificação, melhor será o salário. Dominar outros idiomas e possuir especializações na área permitem aos secretários executivos cheguem a ganhar mais de R$ 8.000, de acordo com a política de cada organização”, revela.

Para a secretária, que também dá aulas em uma instituição de ensino superior em Brasília, a profissão está cada vez mais valorizada porque o mercado passou a exigir uma melhor preparação desses profissionais. “Foi-se o tempo em que se confundia o trabalho da secretária executiva com atividades operacionais de outras profissões. O mercado está cheio de oportunidades e vagas, mas o profissional precisa correr atrás de qualificação”, explica Ana.

A presidente do Sindicato das Secretárias e Secretários do Distrito Federal, Normélia Alves Nogueira explica que, com a regulamentação da profissão, as empresas passaram a contratar secretárias mais qualificadas. “Hoje a secretária é vista como uma funcionária que organiza, planeja, dirige, dá assistência e redige textos profissionais. Há também secretários cuja função é coordenar outros secretários”, explica.

Normélia conta que uma das funções do sindicato é acompanhar se as empresas públicas e privadas contratam secretários de acordo com a lei. Para obter registro profissional, por exemplo, o secretário executivo precisa ter concluído graduação na área.

A presidente lamenta a grande carência por secretárias bilíngues em Brasília, já que considera o aperfeiçoamento do profissional a chave para uma carreira de sucesso. “Meu primeiro trabalho como secretária foi há 30 anos, e procurei construir minha carreira por meio de cursos de reciclagem, de idiomas, além da participação em congresso”, detalha.

Dora Lúcia de Aguiar ministra quatro disciplinas e é coordenadora de avaliação do curso de Secretariado Executivo da UPIS. O curso é composto por disciplinas teóricas e práticas como língua portuguesa, comunicação empresarial, idiomas, psicologia, etiqueta profissional, estatística e escritório de assessoria executiva que, segundo ela, são fundamentais para a formação do profissional. “Além da graduação, é importante que o profissional tenha características como flexibilidade, boa comunicação, agilidade, trabalho em equipe e, principalmente, bom humor”, explica.

A professora revela que 80% dos alunos do curso entram no mercado de trabalho. “Logo nos primeiros semestres, os alunos fazem estágio em empresas públicas e privadas com grande chance de efetivação”, diz.

Dora Lúcia conta que as mulheres ainda dominam a atuação no mercado de trabalho e a procura pelo curso, mas revela que a presença de homens nas salas de aula está aumentando. Há 18 anos na área de formação de novos secretários, a professora comemora a ascensão da profissão. “Perto de um grande executivo sempre há um grande secretário. Ele não é apenas o braço direito do chefe. Se bem qualificado, é possível conseguir autonomia para assumir responsabilidades na ausência do gestor. O secretário pode ser o cérebro da empresa”, finaliza.

Dados da profissão:

– Há cerca de 20 mil secretários no Distrito Federal. Apenas 2.800 estão em situação regular.
– No Distrito Federal há seis faculdades que oferecem o curso de secretariado executivo e dois cursos técnicos. A graduação possui sete semestres.
– O piso salarial do técnico em secretariado é de R$ 1.010 e o do secretário executivo, R$ 2.487.
– O Código de Ética da Secretária Brasileira foi aprovado no dia 30 de setembro de 1983 e, dois anos depois, foi promulgada a Lei 7.377/85 que regulamentou a profissão.

* Fonte: Sindicato das Secretárias e dos Secretários do Distrito Federal (SISDF)

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