Cinco coisas que você deve saber – e que o RH nunca irá lhe dizer


Sugestão de leitura enviada por Ângela Scórsin

Cinco coisas que você deve saber – e que o RH nunca irá lhe dizer

Confira as sugestões de quem conhece os bastidores do RH para melhorar sua relação com os profissionais dessa área – e o potencial da sua carreira

POR ARIANE ABDALLAH

Human resources and CRM

Ame-o ou odeie-o, mas o fato é que o pessoal do departamento de RH tem um impacto significativo em sua carreira. De decisões sobre remuneração a promoções, muita gente subestima o papel do RH e a diferença que ele pode fazer se estiver do seu lado.

Da próxima vez que cruzar com um representante do RH, não mude seu caminho. Não finja que estava seguindo para a impressora nem para o bebedor. Sorria, diga “oi” e leve em consideração as sugestões abaixo, elaborados por um profissional que trabalhou no RH e publicadas na Business Insider.

  1. Lembre-se de que o RH trabalha para a empresa, não para você

Claro, o RH quer oferecer suporte aos funcionários, mas, no fim das contas, eles estão trabalhando para servir aos interesses da companhia. Simples assim.

Então, da próxima vez que estiver se perguntando por que o pacote de benefícios foi cortado, por que tantos empregados leais foram dispensados na reestruturação ou por quê o RH apoia um gerente que claramente está agindo errado, lembre-se de que os profissionais dessa área são pagos pela empresa – e não por você.

  1. Tenha em mente que todos os empregados NÃO são tratados da mesma forma

Enquanto os gerentes de RH vão falar que todos são tratados como talentosos e são valorizados pela empresa, eles próprios não acreditam que todos tenham talentos ou valores iguais. Em praticamente toda grande organização, as pessoas são classificados em diferentes grupos ou categorias. Por exemplo, há o grupo dos “alto potenciais” (high potential).

Quando se trata de remuneração, os valores podem variar muito, mesmo quando duas pessoas fazem exatamente o mesmo trabalho. Se você suspeitar que recebe um salário abaixo de seu escopo, nunca é tarde para aperfeiçoar suas habilidades de negociação.Você provavelmente não saberá oficialmente que essas divisões existem. Ou, ainda mais importante, em qual grupo você foi colocado pelo gerente de RH. No entanto, essas classificações podem afetar tudo, desde as oportunidades de desenvolvimento até a probabilidade de uma promoção ou aumento de salário.

Existem inúmeras políticas de RH que defendem melhoria de processos, justiça e igualdade entre os funcionários. Mas para toda política, exceções são garantidas. A quem essas exceções se aplicam? Isso leva a outro tópico…

  1. Cause uma boa impressão, porque a opinião do RH sobre você é crucial

É verdade que seu gerente é uma peça-chave para o seu avanço profissional. Mas o RH também pode ter um grande impacto em sua carreira – tanto positivo quanto negativamente. Se eles o enxergarem como uma garota entusiasmada, comprometida e articulada, os outros ouvirão falar sobre você. Da mesma forma, se o virem como um cara que só reclama e costuma chegar atrasado, isso também se tornará público.

Quando o RH estiver em uma reunião com o time de gestores, discutindo quem será promovido, quem será enviado a um programa de desenvolvimento executivo em Londres e quem será o novo integrante de um comitê com pessoas de alta performance, você obviamente quer estar em algum desses grupos.

O RH também é o primeiro a saber sobre novas vagas abertas na empresa. Você não quer apenas ser recomendado para boas posições. Quer ter a certeza de que será considerado em primeiro lugar. Apesar de o que você possa pensar (ou do que o RH lhe disser), muitos postos de trabalham nunca são anunciados.

Isso é importante porque, com muita frequência, funcionários novos não têm uma relação com ninguém do RH. E se você não conhecer ninguém de lá, eles provavelmente não vão sabem quem você é (e, portanto, não poderão lhe ajudar). Às vezes, tudo o que precisamos é de um breve encontro durante o café para discutir seu aprendizado e plano de desenvolvimento. Ou ainda para mensurar seu impacto em um grande projeto do qual faz parte.

Por outro lado, se você tem uma relação com o departamento de RH, mas sente que falta ter uma marca pessoal clara, aprenda a falar um pouco mais sobre suas conquistas. Faça um marketing pessoal. E, gradualmente, construa sua reputação.

  1. Tome cuidado com o que você discute com o RH

Embora seja preciso construir uma relação com RH, você precisa estar consciente do que compartilha com os funcionários dessa área. Não considere suas conversas privadas com um de seus representantes como uma discussão confidencial.

Você sempre pode pedir que algo seja mantido em segredo, mas se for algo que realmente não queria que seja espalhado, é melhor não testar a sorte. As pessoas que trabalham para o RH são tão acostumadas a lidar com informações sensíveis que discutir algo que você enxergue como privado pode facilmente acontecer.

  1. Também compartilhe palavras positivas com o RH

O RH frequentemente recebe um monte de reclamações. De “eu não fui pago em dia” até “por que se demora tanto para contratar alguém?” passando pelo sempre popular: “Nós realmente temos que perder tempo com outra reunião de RH?”.

Mostrar seu apreço pelo RH pode exigir um longo caminho. Mas é importante oferecer feedbacks positivos à essa área também. Claro que deve ser um testemunho genuíno. Mas saiba que demonstrações positivas podem, muitas vezes, trabalhar a seu favor. Como diz o ditado, você pega mais abelhas com mel do que com vinagre.

Agora que tem a trilha, vá em frente e adentre as portas assustadoras do RH. Só tenha cuidado.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

 

 

6 atitudes que podem prejudicar a sua imagem no ambiente de trabalho


Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

29/09/2017 04h00

Ninguém precisa fazer melhores amigos no ambiente de trabalho, mas é preciso ter o mínimo de sociabilidade para construir uma imagem positiva perante colegas e gestores. Um simples “bom dia” e palavras básicas da boa educação, como “por favor”, colaboram para um ambiente empático e mais produtivo.

Segundo os especialistas entrevistados pelo UOL, a inteligência emocional está, cada dia mais, à frente de habilidade técnicas. Por isso, a forma como decidimos interagir não é algo a ser feito pela empresa, mas por você. “O objetivo deve ser de todo profissional que quer evoluir na vida e no trabalho”, afirma Claudia Klein, especialista em desenvolvimento profissional.

A seguir, veja pequenos gestos que podem prejudicar sua reputação no meio corporativo:

Não cumprimentar as pessoas

Não é nem preciso avançar até o “tudo bem”, mas um “oi” ou “bom dia” pode fazer toda a diferença na sua imagem. Quem passa por todos sem sequer fazer um contato visual, pode ser visto como um indivíduo pouco acessível e até arrogante. Dar as boas-vindas, independentemente de cargos e interesses, também faz parte. Esse item vale se você é gestor ou colaborador. No caso do líder, a responsabilidade é ainda maior, uma vez que o esperado é ter esse profissional como exemplo para toda a equipe.

Recusar almoços com colegas (sempre)

Existem pessoas mais sociáveis que outras e é preciso respeitar as individualidades. Entretanto, faz parte da etiqueta social não recusar a todos os convites. Essa atitude demonstra pouco interesse em ampliar as redes de contato. Afinal, é possível equilibrar dias –e até semanas– de almoço acompanhado ou não. Quanto mais você conhece e se dá bem com outros profissionais, mais fácil de estabelecer um diálogo efetivo em assuntos do trabalho.

Opinar sem ser solicitado

Não é necessário ficar restrito a opinar apenas quando se é solicitado. Entretanto, há limites e formas de fazê-lo sem invadir o espaço do outro. Uma dica para deixar as pessoas à vontade com o seu palpite é perguntar se elas gostariam de uma opinião diferente sobre o assunto tratado. É possível perceber genuinamente quando e onde você pode contribuir com o seu conhecimento e experiência. E sempre de forma respeitosa e sem sarcasmos do que está em discussão, claro.

Ser reativo

Um conceito básico de sobrevivência no ambiente de trabalho é não ser agressivo com os outros nem consigo mesmo. Portanto, podemos ouvir as críticas com paciência e, se for o caso, dizer, respeitosamente, que discordamos dela. Quando somos reativos, assim como em outras áreas da vida, perdemos a razão. Quando reagimos mal, acabamos atacando o outro. Entretanto, se sucumbimos a todos os pontos de vista externos, o ataque acontece a nós mesmos. O segredo é equilibrar.

Ignorar as conquistas dos outros

Faz parte da criação de um ambiente socialmente agradável saber reconhecer as conquistas dos colegas e colaboradores. Além de servir como estímulo para a produtividade, demonstra respeito. Neste item, podemos incluir, para uma boa imagem, não fazer parte de rodas de conversas nas quais o foco é falar mal de alguém.

Falar alto ao telefone

Seja por vontade de expor uma conversa importante –mesmo que tenha a ver com o trabalho– ou, pior ainda, quando se trata de algo pessoal, falar alto em locais com mais pessoas é sinal de desrespeito. Os espaços no ambiente corporativo são compartilhados e não devem, por isso, ser tratados como exclusivos.

Consultoria | Elisabete Alves, professora da pós-graduação em Gestão de Pessoas da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado); Fernando Lima, diretor da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo); Claudia Klein, especialista em desenvolvimento profissional.

Fonte: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/09/29/6-atitudes-no-trabalho-que-mudam-a-sua-imagem-para-o-bem-e-para-o-mal.htm

Artigo: Por que não podemos simplesmente pedir demissão e sair para fazer algo novo?


 

 

Por que não podemos simplesmente pedir demissão e sair para fazer algo novo?

Daniela do Lago

Histórias corajosas de profissionais que largaram “tudo” para seguir numa nova carreira podem inspirar algumas pessoas, mas outras se sentem incapazes e até intimidadas. Por quê?

Porque apesar de sonharmos com uma mudança de carreira, muitas vezes nos falta coragem para isso. Metade dos trabalhadores ocidentais está insatisfeita com seus empregos, mas cerca de um quarto dessas pessoas é temeroso demais para embarcar em qualquer mudança, aprisionado por seus medos e sua falta de confiança.

“Se o mergulhador preocupa-se apenas com o tubarão, jamais colocará as mãos na pérola” disse Sa’di, um poeta do século 13. Belas palavras, mas esse tubarão pode estar constantemente em nossas mentes, impedindo-nos de mergulhar num futuro diferente, principalmente em momentos de crise econômica a qual o Brasil esta atravessando.

Não sei se é seu caso, mas em minha prática como coach de carreira, a maioria dos profissionais já identificou uma variedade de carreiras com perspectiva de um trabalho realizador. Mas como criar coragem para mudar?

Como fazer as escolhas certas ao longo do caminho? O primeiro passo é checar a forma como pensa sobre você e sua carreira.

Pensamento positivo é a solução?

Embora nossos pensamentos influenciem nosso humor, comportamentos e reações físicas, o pensamento positivo NÃO é a solução para os problemas da vida. A maioria das pessoas ansiosas (eu me incluo nessa) fica muito irritada quando ouve alguém dizer que “ter apenas pensamentos positivos” é a saída.

Pensar não é o mesmo que fazer. Dar o primeiro passo rumo ao desconhecido requer muito mais do que nos alimentarmos de pensamento positivo. Checar a forma como você pensa sobre sua carreira é compreender de fato a psicologia do medo, e por que a ideia de mudar de profissão pode criar tanta ansiedade.

Acredito que tememos que o trabalho novo não nos ofereça a satisfação esperada, que não sejamos bem-sucedidos no novo campo, que estamos velhos demais para mudar, que não possamos assumir risco econômico ou então que não possamos retornar ao nosso antigo emprego caso o plano não dê certo.

Qual é o seu medo?

Entender primeiro qual é o seu medo te deixará confiante para agir na direção do que realmente deseja.

Comece testando na realidade, assumindo projetos desse novo rumo profissional paralelamente a sua atividade principal. Uma coisa é você achar que tem talento para algo, outra coisa é vivenciar a realidade.

Vale a ressalva de que esse projeto no início provavelmente não será remunerado. Eu mesma, quando senti vontade de iniciar carreira como professora e ministrar aulas, procurei um coordenador da universidade que tinha estudado e me candidatei a ser monitora de outro professor. Aos poucos comecei a preparar aulas e por mais de ano ministrei aulas gratuitamente para adquirir experiência. Fiz isso em paralelo ao meu trabalho como executiva numa empresa multinacional na época. Após esse período mostrando bons resultados na avaliação dos alunos, fui contratada como professora da universidade e então comecei minha mudança de carreira.

Reserva financeira

Faca uma reserva financeira para manter seu padrão de vida por pelo menos um ano de trabalho. Essa questão é a mais complexa para nossa realidade brasileira. É exatamente por esse motivo que a maioria dos brasileiros insatisfeitos com trabalho atual não pode simplesmente largar tudo e recomeçar em algo novo, pois tem contas a pagar. Ter responsabilidades financeiras e familiares não é um privilégio exclusivo seu!

Até quando essa realidade de “aguentar meu trabalho atual porque tenho contas a pagar” servirá como uma desculpa para você não se mover?

Quando é que vai começar a se mexer e colocar foco e energia em algo que realmente faca diferença tanto na sua vida, quanto na vida das demais pessoas?

Quase todo mundo que contempla uma mudança de carreira se sente profundamente ansioso frente a essa possibilidade. A grande sacada é começar a agir! Faça algo por você hoje. Não tenha medo de ser iniciante numa nova carreira, tenha medo de nunca começar.

Dados de pesquisa desse artigo foram coletados do Dream Research (http://zip.net/bntFCZ – link encurtado e seguro)

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Fonte: https://economia.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/daniela-lago/2017/03/03/por-que-nao-podemos-simplesmente-pedir-demissao-e-sair-para-fazer-algo-novo.htm

 

Artigo: A roupa de mulher maravilha, ou super-homem, do assistente executivo: O famoso plano B por Cora Fernanda


Boa tarde pessoal!

Hoje quero compartilhar um artigo da mais nova integrante do COMSECDF, Cora Fernanda de Faria Lima, diretamente de SP.

Espero que curtam e compartilhem!

Beijos,

Karla Mustafa

 

A roupa de mulher maravilha, ou super-homem, do assistente executivo: O famoso plano B.

Prepare-se para tirá-la do armário. Assistentes executivos estão se especializando em diferentes áreas, e, com isso, vemos um mercado mais promissor para a carreira de docência.

Planejamento de carreira é um assunto que, por vezes, deixamos para depois. Beeeem depois. Mas não devemos nos descuidar tanto assim.

O tempo está passando muito rápido e tudo tem urgência: um dia nossa casa, outro, nossa família, em outro os estudos ou uma outra língua. São muitas tarefas e anseios pela carreira, o plano A, que não pensamos em um plano B, efetivamente.

Mas aqui vai um artigo cheio de boas notícias, onde mostramos que o secretariado tem crescido e se aquecido com todas estas mudanças de cenário. E mudanças trazem oportunidades. Se envolva, se comprometa e comece a planejar o seu futuro again.

Como? Não há hora específica para começar, basta que você veja esta necessidade. A construção dele não necessariamente deve ser delineado quando o seu plano A, estiver ao fim. Sua carreira, independente do momento, deve ser cuidada. Muito bem cuidada! Estou ascendendo? Estou adequada? Estou em transição? Estou confortável? Esse conjunto de perguntas converge ao seu traçado de desenvolvimento e trajetória profissional. Sendo assim, devo atentar para minhas sensações sobre a carreira. Neste ano de 2016, conclui um curso para docência em secretariado executivo. Acreditem, muitas portas se abriram, criatividade foi a mil. Não é este o sinal? Saber que podemos ir além do que nossa rotina nos traduz?

O que? Estamos falando em o que fazer? Sim! O que você vai fazer neste momento de escolha? Pela quantidade de atribuições que o assistente executivo tem, inclusive na atualidade, ele está miscigenando-se a outros profissionais. Mas não confunda! Ainda somos assistentes executivos, atuando em finanças, traduções, manutenção de casas e família, além de outros assuntos mais técnicos. Daí o questionamento: o que vou fazer? Temos uma gama de assuntos para escolher e navegar, ainda que desconhecido, desbravar. Não esqueça, o start está com você. Ainda sobre o CPDAS, curso que mencionei no parágrafo anterior, descobri outras possibilidades. Ministrados pelas fenomenais Walkíria Almeida e Bete D´Elia, surgiu de uma lacuna, ou seja, por precisarmos de profissionais capacitados para lecionar e administrar as informações de forma concisa e fiel, para aqueles que estão ingressando na carreira de secretariado. Outras palavras: assistentes executivos formando novos profissionais da área. Você é daqueles profissionais  que inspiram? Que as pessoas sempre voltam em sua mesa? Que as pessoas querem por perto? Que admiram? Que contagia os demais com o secretariado? Está no caminho certo para lecionar, pois professores inspiram aqueles que estão do outro lado da tela, aquela que será pintada. Aprendizado, com certeza é uma habilidade a ser desenvolvida, e, desenvolver novos profissionais, é a chave da mudança.

Por que?  Mas porque devemos olhar a oportunidade da docência com os olhos do amor? Claro, porque esta tarefa e dom só pode ser exercida por aqueles que amam o que fazem e multiplicam seu conhecimento, fazendo uma grande nebulosa de aprender- saber – aprender. A sala de aula ensina? Contagia? Trago neste artigo, uma profissional brilhante e que acrescentará tudo aquilo que devemos saber sobre docência. Ela é Simara Rodrigues, professora e coordenadora do curso de Secretariado Executivo na UNIP, Campus Brasília. Quer saber mais?

Professora…. é para copiar? Não! Agora só preste atenção no que a mestre escreverá….

Querida Cora, se o seu artigo fosse uma avaliação, diria que você gabaritou a prova e a sua nota foi 10! Parabéns pelas ricas contribuições e reflexões. Você foi muito pontual, isto porque de nada adianta acumular títulos e formações se não houver talento para ensinar, ou seja, se não existe a paciência e habilidade pedagógica essencial para a prática da docência.

Por isso, é importante saber que sendo o seu plano B a docência, será importante preservar o coração de estudante, que ao ensinar, está em constante aprendizagem; e não desenvolver um ensino mecânico como de “depósito bancário”, em que apenas se injeta conhecimento acrítico nos alunos. Logo, a habilidade de lecionar precisar vir sem interesses lucrativos, sem discriminação de classe, raça ou gênero, sem mediocridade. Daí a importância em trabalhar com empatia, engajamento e propósito, atuando como um curador do conhecimento, que sabe ouvir paciente e criticamente, pois somente quem escuta é capaz de se comunicar com segurança e propriedade.

Perceba que, muitas habilidades estão inseridas no perfil do profissional de secretariado, o que facilita transitar entre as áreas, mas não significa que exigirá menos dedicação e competência. O que a propósito, deve ser esclarecido: quem escolhe um plano B precisa ter consciência das responsabilidades e consequências e não visualizar esta possibilidade apenas como uma renda extra. Saiba que com esse pensamento, você estará fadado ao fracasso.

E ao vestirmos essa roupa de “super-herói” que não sejamos demasiado convictos de nossas verdades, mergulhados em nosso ego, que em muitas situações é massageado pelo status e poder, que na verdade não existe. Se bem pararmos para pensar, nossos alunos são os mesmos clientes, exigentes, que encontramos no mundo corporativo, e merecem a melhor prestação do serviço, qual seja, a capacidade singular de compartilhar conhecimento, a partir de nossas vivências, experiência e disposição. E que fique claro: este conhecimento precisa ser vivido e testemunhado por nós docentes, principalmente da área de secretariado, uma vez que a teoria deve ser coerente com a prática do professor, que passa a ser uma referência e influenciador de seus educandos. Afinal, não seria convincente falar para os alunos que o tabagismo faz mal à saúde e no intervalo da aula, fumar um cigarro.

É preciso brilho nos olhos, postura positiva, sem frieza e mecanismo da leitura do slide em power point projetado na tela. É preciso emoção que movimente as atitudes dos indivíduos, mesmo aqueles mais despreparados e que alegam ter caído de “paraquedas” na profissão.

Nós docentes, precisamos estimular a alegria em nossas aulas, ao mesmo tempo que,  carregando o caráter da cientificidade e dos conhecimentos teóricos, nossa área não caia na rotulação de ser apenas tecnicista e sem compromisso com os conhecimentos específicos. Por isso, a necessidade em saber lidar com esta dualidade.

O papel do docente precisa ir além da sala de aula, compreendendo a atuação na formação de pessoas e na construção de sonhos, muitas vezes adormecidos, que a partir das inspirações e referências, são despertados. Parafraseando Paulo Freire: “Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante” e assim, deixo essas inquietações na expectativa de que outros profissionais de secretariado busquem a docência, não apenas como um plano B, mas um plano de vida, que motiva, inspira e constrói.

E uma última dica: não cometa o grande equívoco de pensar que é preciso saber tudo para começar a trabalhar com o seu plano B. Esse momento nunca vai chegar.  Feita a sua escolha, prepare-se, faça cursos, procure informação, acione sua rede de contatos, converse com pessoas que já atuam na área, participe de eventos, congressos, palestras e assim como fizeram os seus professores, aqueles eternizados em sua memória, seja a diferença.

Gostou? Já com ideias novas? Pensando à frente? Está preparado antes mesmo de começar?

Aqui, deixo a última dica: Acesse https://www.facebook.com/cpdasec/, e abra a primeira oportunidade.

Até a próxima!

Cora Fernanda

 

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/a-roupa-de-mulher-maravilha-ou-super-homem-do-assistente-executivo-o-famoso-plano-b/102077/

100 erros de português frequentes no mundo corporativo


 

 

São Paulo – Especialistas advertem: tropeçar no português pode prejudicar a suacarreira. Mas é certo também que há erros que saltam aos olhos e há aqueles que quase passam despercebidos.

A lista de equívocos frequentes no mundo corporativo é grande e é bem provável que você já tenha cometido alguns deles. Para chegar aos 100 erros, EXAME.com consultou professores de português e também o livro de Laurinda Grion “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva. De A a Z, confira os tropeços mais comuns e as dicas para nunca mais errar:

1 A/há

Erro: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.

Explicação: Para indicar tempo passado usa-se o verbo haver.

2 A champanhe/ o champanhe

Erro: Pegue a champanhe e vamos comemorar.
Forma correta: Pegue o champanhe e vamos comemorar.

Explicação: De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra “champanhe” provém do francês “champagne” e é um substantivo masculino, como defende a maioria dos gramáticos, explica Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional

3 A cores/ em cores

Erro: O material da apresentação será a cores
Forma correta: O material da apresentação será em cores

Explicação: Se o correto é material em preto em branco, o certo é dizer material em cores, explica Laurinda Grion no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).

4 A domicílio/ em domicílio

Erro: O serviço engloba a entrega a domicílio
Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio

Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.

5 A longo prazo/ em longo prazo

Erro: A longo prazo, serão necessárias mudanças.
Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.

Explicação: Usa-se a preposição em nos seguintes casos: em longo prazo, em curto prazo e em médio prazo.

6 A nível de/ em nível de

Erro: A nível de reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo.
Forma correta: Em relação ao reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo

Explicação: De acordo com o professor Reinaldo Passadori, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”. Exemplo: Hoje, o Rio de Janeiro acordou ao nível do mar. A expressão “em nível de” está utilizada corretamente quando equivale a “de âmbito” ou “com status de”. Exemplo: O plebiscito será realizado em nível nacional.

7 À partir de/ a partir de

Erro: À partir de novembro, estarei de férias
Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.

Explicação: Não se usa crase antes de verbos

8 A pouco/ há pouco

Erro: O diretor chegará daqui há pouco.
Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.

Explicação: Nesse caso, há pouco indica ação que já passou, pode ser substituído por faz pouco tempo. A pouco indica ação que ainda vai ocorrer, a ideia é de futuro.

9 À prazo/ A prazo

Erro: Vamos vender à prazo
Forma correta: Vamos vender a prazo.

Explicação: Não se usa crase antes de palavra masculina.

10 À rua/ Na rua

Erro: José, residente à rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Forma correta: José, residente na rua Estados Unidos, era um cliente fiel.

Explicação: Os vocábulos residir, morador, residente, situado e sito pedem o uso da preposição em.

11 A vista/ à vista

Erro: O pagamento foi feito a vista.
Forma correta: O pagamento foi feito à vista.

Explicação: Ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas. Exemplos: à noite, à tarde, à venda, às escondidas e à vista.

11 Adequa/ adequada

Erro: O móvel não se adequa à sala
Forma correta: O móvel não é adequado à sala.

Explicação: Adequar é um verbo defectivo, ou seja, não se conjuga em todas as pessoas e tempos. No presente do indicativo são conjugadas apenas primeira e a segunda pessoa do plural (nós adequamos, vós adequais).

13 Agradecer pela/ agradecer a

Erro: Agradecemos pela preferência
Forma correta: Agradecemos a preferência

Explicação: O certo é agradecer a alguém alguma coisa. Exemplo: Agradeço a Deus a graça recebida.

14 Aluga-se/ alugam-se

Erro: Aluga-se apartamentos
Forma correta: Alugam-se apartamentos

Explicação: O sujeito da oração (apartamentos) concorda com o verbo.

15 Anexo/ anexa/ em anexo

Erro: Segue anexo a carta de apresentação.
Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação.

Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número. A expressão em anexo é invariável. Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)” lembra que alguns estudiosos condenam o uso da expressão em anexo. Portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

16 Ao invés de/ em vez de

Erro: Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.

Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.

17 Aonde/onde

Erro: Não sei aonde fica a sala do diretor
Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor

Explicação: O advérbio onde indica lugar em que algo ou alguém está. Deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar. Exemplo: Não sei onde fica a cidade de Araguari. O advérbio aonde indica também lugar em que algo ou alguém está, porém quando o verbo que se relacionar com “onde” exigir a preposição “a”, deve-se agregar esta preposição, formando assim, o vocábulo “aonde”. Expressa a ideia de destino, movimento, conforme exemplo a seguir: aonde você irá depois das visitas?

18 Ao meu ver/ a meu ver

Erro: Ao meu ver, a reunião foi um sucesso
Forma correta: A meu ver, a reunião foi um sucesso.

Explicação: Não existe a expressão ao meu ver. As formas corretas são: a meu ver, a nosso ver, a vosso ver.

19 Às micro/ às micros

Erro: O pacote de tributos refere-se às micro e pequenas empresas
Forma correta: O pacote de tributos refere-se às micros e pequenas empresas

Explicação: Por se tratar de adjetivo, micro é variável e por isso deve ser grafada no plural quando for o caso.

20 Através/ por

Erro: Fui avisada através de um email de que a reunião está cancelada.
Forma correta: Fui avisada por email de que a reunião está cancelada.

Explicação: “Para muitos gramáticos, através se refere ao que atravessa”, diz Vivien Chivalski, do Instituto Passadori. Prefira “pelo e-mail”, “por email”.

21 Auferir/ aferir

Erro: No fim do expediente, o gestor deve auferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Forma correta: No fim do expediente, o gestor deve aferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.

Explicação: Os verbos aferir e auferir têm sentidos distintos. Aferir: conferir de acordo com o estabelecido, avaliar, calcular. Auferir: colher, obter, ter. Exemplo: O projeto auferiu bons resultados.

22 Aumentar ainda mais/ aumentar muito

Erro: Precisamos aumentar ainda mais os lucros.
Forma correta: Precisamos aumentar muito os lucros.

Explicação: Aumentar é sempre mais, não existe aumentar menos, conforme explica Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva. Portanto são formas redundantes: aumentar mais, aumentar muito mais e aumentar ainda mais.

23 Bastante/ bastantes

Erro: Eles leram o relatório bastante vezes.
Forma correta: Eles leram o relatório bastantes vezes.

Explicação: Para saber se bastante deve variar conforme o número é preciso saber qual a classificação dele na frase. Quando é adjetivo (como no caso acima) deve variar. Exemplo: Já há provas bastantes para incriminá-lo (= provas suficientes). Se for advérbio é invariável. Exemplo: Compraram coisas bastante bonitas (= muito bonitas). Se for pronome indefinido é variável. Exemplo: Vimos bastantes coisas (= muitas coisas). Se for substantivo, não varia, mas pede artigo definido masculino: Os animais já comeram o bastante (= o suficiente).

24 Bi-campeão /bicampeão

Erro: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bi-campeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Forma correta: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bicampeão mundial, sob o comando de Telê Santana.

Explicação: A forma correta de usar os prefixos numéricos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta”, “hexa”, “hepta” (etc) é sem hífen. “O Novo Acordo Ortográfico nunca exigiu nem exige alteração gráfica”, diz o professor de língua portuguesa do Damásio Educacional, Diogo Arrais.

25 Caiu em/ caiu

Erro: O lucro caiu em 10%.
Forma correta: O lucro caiu 10%.

Explicação: O verbo cair, assim como aumentar e diminuir, não admite a preposição “em”. E no sentido de descer, ir ao chão, ser demitido, o verbo cair é intransitivo.

26 Chegar em/ chegar a

Erro: Chegamos em São Paulo, ontem.
Forma correta: Chegamos a São Paulo, ontem.

Explicação: o verbo exige a preposição a. Quem chega, chega a algum lugar, ou a alguma coisa.

27 Chove/ chovem

Erro: Chove emails com reclamações de clientes.
Forma correta: Chovem emails com reclamações de clientes.

Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre o singular. Mas no sentido figurado, como acontece acima, flexiona-se normalmente.

28 Comprimento/cumprimento

Erro: Entrou e não me comprimentou.
Forma correta: Entrou e não me cumprimentou.

Explicação: Comprimento está relacionado ao tamanho, à extensão de algo ou alguém. Exemplo: Não sei o comprimento da sala. Cumprimento relaciona-se a dois verbos diferentes: cumprimentar uma pessoa (saudar) e cumprir uma tarefa (realizar). Exemplos: Cada pessoa tem um jeito de cumprimentar. O cumprimento dos prazos contará pontos na competição.

29 Consiste de/ consiste em

Erro: A seleção consiste de cinco etapas.
Forma correta: A seleção consiste em cinco etapas.

Explicação: Consistir é verbo transitivo indireto e requer complemento regido da preposição em.

30 Continuidade/ continuação

Erro: O sindicato optou pela continuidade da greve.
Forma correta: O sindicato optou pela continuação da greve.

Explicação: Continuidade refere-se à extensão de um acontecimento. Exemplo: dar continuidade ao governo. Continuação refere-se à duração de algo. Exemplo continuação da sessão.

31 Correr atrás do prejuízo/ correr atrás do lucro

Erro: É hora de correr atrás do prejuízo.
Forma correta: É hora de correr atrás do lucro.

Explicação: Pode-se correr do prejuízo, mas nunca deve-se correr atrás dele. A forma correr atrás do prejuízo não faz o menor sentido, diz Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

32 Da onde/ de onde

Erro: Fortaleza é a cidade da onde vieram nossos colaboradores.
Forma correta: Fortaleza é a cidade de onde vieram nossos colaboradores.

Explicação: A forma de onde indica origem. Não existe a forma “da onde”.

33 Daqui/ daqui a

Erro: Farei o pagamento daqui 5 dias.
Forma correta: Farei o pagamento daqui a 5 dias.

Explicação: o advérbio daqui é usado para indicar lugar ou tempo e pede a preposição a.

34 De encontro aos/ ao encontro dos

Erro: A sua ideia vem de encontro ao que a empresa precisa neste momento.
Forma correta: A sua ideia vem ao encontro do que a empresa precisa neste momento.

Explicação: De encontro a é estar em sentido contrário, em oposição a. Ao encontro de é estar de acordo, ideia de conformidade.

35  Debitou na/ debitou à

Erro: O banco debitou na minha conta a taxa.
Forma correta: O banco debitou à minha conta a taxa.

Explicação: quem debita, debita a.

36 Desapercebidas/ despercebidas

Erro: As mudanças passaram desapercebidas pelos nossos executivos
Forma correta: As mudanças passaram despercebidas.

Explicação: Desapercebido significa desprovido de, desprevenido. Exemplo: Não parei para cumprimenta-lo porque estava desapercebido. Despercebido significa não notado, não percebido. Exemplo: O erro passou despercebido pela equipe da redação do jornal.

37 Descrição/ discrição

Erro: Ela age com descrição.
Forma correta: Ela age com discrição.

Explicação: Descrição refere-se ao ato de descrever. Exemplo: Ela fez a descrição do objeto. (ela descreveu). Discrição significa ser discreto.

38 Descriminar/ discriminar

Erro: Descrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Forma correta: Discrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.

Explicação: Descriminar significa absolver, inocentar. É o que o prefixo “des” faz – indica uma ação no sentido contrário – e, nesse caso, quer dizer tirar o crime. Exemplo: Ele falou em descriminar o uso de algumas drogas Discriminar significa distinguir, separar, diferenciar, especificar. Isso pode ser feito com ou sem preconceito. Quando há preconceito, o sentido é de segregação. Exemplo: A discriminação racial deve ser combatida sempre.

39 Devidas providências

Erro: Peço as devidas providências.
Forma correta: Peço providências

Explicação: Trata-se de um vício de linguagem, segundo Vivien Chivalski, do Instituto Passadori – Educação Corporativa. O adjetivo (devidas) é desnecessário e redundante. “Quem pediria providências indevidas”, diz Vivien.

40 Dispor/dispuser

Erro: Se ele dispor de tempo, poderá atende-lo em breve.
Forma correta: Se ele dispuser de tempo, poderá atende-lo em breve.

Explicação: A conjugação correta do verbo dispor na terceira pessoa do singular no futuro do pretérito é se ele dispuser. A conjugação acompanha a do verbo pôr.

41  Dois por cento/ dois pontos percentuais

Erro: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2%.
Forma correta: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2 pontos percentuais.

Explicação: A queda de 10% para 8% não é de 2% e, sim, de 2 pontos percentuais.

42 E nem/ nem

Erro: O funcionário não sabe escrever e nem ler.
Forma correta: O funcionário não sabe escrever nem ler.

Explicação: A conjunção nem significa “e não”.

43 Em confirmação à/ em confirmação da

Erro: Em confirmação à minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Forma correta: Em confirmação da minha proposta, envio os valores para execução do serviço.

Explicação: Confirmação é um substantivo feminino que pede a preposição “de”.

44 Em mãos/ em mão

Erro: O envelope deve ser entregue em mãos.
Forma correta: O envelope deve ser entregue em mão.

Explicação: Ninguém escreve a mãos, nem fica em pés. O correto é em mão, cuja abreviatura é E. M.

45 Em vias de/ em via de

Erro: Estou em vias de finalizar o projeto.
Forma correta: Estou em via de finalizar o projeto.

Explicação: A locução é “em via de” e significa “a caminho de”, “prestes a”.

46  Eminente/ iminente

Erro: A falência é eminente.
Forma correta: A falência é iminente.

Explicação: Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, elevado, saliente, pessoa importante, notável. Exemplos: Era um eminente orador. A montanha eminente surge na paisagem. Iminente também é um adjetivo e indica que algo está prestes a acontecer. Exemplo: A sua morte é iminente.

47  Ensinar a executarem/ ensinar a executar

Erro: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executarem as tarefas.
Forma correta: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executar as tarefas.

Explicação: Não se flexiona infinitivo com preposição que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal. Exemplo: As mulheres conquistaram o direito de trabalhar fora de casa.

48  Entre eu e ele/ entre mim e ele

Erro: Entre eu e ele não há conversa nem acordo.
Forma correta: Entre mim e ele não há conversa nem acordo.

Explicação: Os pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito (ou predicativo do sujeito) e não de complemento.

49  Falta/faltam

Erro: Falta 30 dias para minhas férias começarem
Forma correta: Faltam 30 dias para minhas férias começarem.

Explicação: O verbo deve concordar com o sujeito da frase. Laurinda Grion, autora de “Os erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, ensina um macete para encontrar o sujeito: “pergunte, antes do verbo, quem é que…? (para pessoas) ou que é que…? (para coisas)”. No exemplo acima a resposta é: 30 dias faltam.

50 Fazem /faz

Erro: Fazem oito semanas que fui promovida.
Forma correta: Faz oito semanas que fui promovida.

Explicação: Verbo fazer quando sinaliza tempo que passou fica na 3ª pessoa do singular.

51 Fazer uma colocação/ emitir uma opinião

Erro: Deixe-me fazer uma colocação a respeito do tema da reunião.
Forma correta: Deixe-me emitir uma opinião a respeito do tema da reunião.

Explicação: o padrão formal é emitir uma opinião e não fazer uma colocação, embora esta seja uma forma bastante usada.

52 Ficou claro/ ficou clara

Erro: Ficou claro, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Forma correta: Ficou clara, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.

Explicação: A necessidade de corte de gastos é o que ficou clara, durante a reunião.

53 Foi assistida/ assistiu à

Erro: A palestra foi assistida por muita gente
Forma correta: Muita gente assistiu à palestra.

Explicação: Verbo assistir no sentido de ver, presenciar, é transitivo indireto e a voz passiva só admite verbos transitivos diretos.

54 Fosse… comprava/ fosse…compraria

Erro: Se eu fosse você eu comprava aquela gravata.
Forma correta: Se eu fosse você eu compraria aquela gravata.

Explicação: Atente à correlação verbal. Imperfeito do subjuntivo (se eu fosse) é usado com o futuro do pretérito (compraria).

55 A grosso modo/ grosso modo

Erro: O que quero dizer, a grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Forma correta: O que quero dizer, grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.

Explicação: A expressão é “grosso modo”, sem a preposição a.

56 Guincho/guinchamento

Erro: Sujeito a guincho
Forma correta: Sujeito a guinchamento

Explicação: Guincho é o veículo que faz a ação, isto é, o guinchamento.

57 Há 10 anos atrás/ há 10 anos

Erro: Há 10 anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Formas corretas: Há 10 anos, eu decidi comprar um imóvel. Dez anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.

Explicação: É redundante usar “há” e “atrás” na mesma frase. O verbo haver impede a palavra atrás em seguida sempre que estiver relacionado a tempo, à ação que já se passou. Há, portanto, duas formas corretas para a frase: “há dez anos” ou “dez anos atrás”.

58 Hora/ora

Erro: Você pediu minha decisão, por hora ainda não a tenho.
Forma correta: Você pediu minha decisão, por ora ainda não a tenho.

Explicação: A expressão “por hora”, quando escrita com a letra “h”, refere-se ao tempo, a marcação em minutos. Exemplo: O carro estava a cento e vinte quilômetros por hora. A expressão “por ora”, quando escrita sem o “h”, dá a ideia de no momento ou agora. É um advérbio de tempo, expressa sentido de por enquanto, no momento, atualmente. Exemplo: “Por ora estou muito ocupado”.

59 Horas extra/ horas extras

Erro: Você deverá fazer horas extra para terminar o relatório.
Forma correta: Você deverá fazer horas extras para terminar o relatório.

Explicação: Neste caso, extra é um adjetivo e, portanto, é variável.

60 Houveram/houve

Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.

Explicação: Haver no sentido de existir não é usado no plural.

61 Implicará em/implicará

Erro: A sua atitude implicará em demissão por justa causa.
Forma correta: A sua atitude implicará demissão por justa causa.

Explicação: o verbo implicar, quando é transitivo direto, significa “dar a entender”, “pressupor” ou “trazer como consequência”, “acarretar”, “provocar”. E se a transitividade é direta, isso quer dizer que não pede preposição.

62 Independente/ independentemente

Erro: Independente da proposta, minha resposta é não.
Forma correta: Independentemente da proposta, minha resposta é não.

Explicação: Independente é adjetivo e independentemente é advérbio. O enunciado acima pede o advérbio.

63 Insisto que/ insisto em que

Erro: Insisto que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Forma correta: Insisto em que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.

Explicação: O verbo insistir é transito indireto, quando objeto for uma coisa usa-se a preposição em e a preposição com aparece quando há referência a uma pessoa. Exemplo: Insisto nisso com o diretor.

64 Junto a/ no/ ao

Erro: Solicite junto ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Forma correta: Solicite ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.

Explicação: As locuções “junto a, junto de” são sinônimas e significam “perto de”, “ao lado de”. Não cabem na frase acima. Para você lembrar, não desconte cheques junto ao banco e sim com o banco. Não renegocie uma dívida junto aos credores e sim com os credores Evite empregar a expressão “junto a” em lugar de com, de, em e para. Assim, em lugar de “conseguimos apoio junto à equipe” escreva “conseguimos apoio da equipe”, indica Vivien Chivalski, facilitadora do do Instituto Passadori – Educação Corporativa.

65 Maiores informações/ mais informações

Erro: Caso precise de maiores informações, entre em contato conosco.
Forma correta: Caso precise de mais informações, entre em contato conosco.

Explicação: Conforme explica Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “maior” é comparativo, não deve ser utilizado nesse caso.

66 Mal/ mau

Erro: Era um mal funcionário e foi demitido.
Forma correta: Era um mau funcionário e foi demitido

Explicação: Reinaldo Passadori, professor e CEO do Instituto Passadori, explica que mau e bom são adjetivos, ou seja, conferem qualidade aos substantivos, palavras que nomeiam seres e coisas. Exemplos: “Ele é bom médico” e “Ele é mau aluno”. Por outro lado, mal e bem podem exercer três funções distintas. Exercem a função de advérbios, modificam o estado do verbo, por exemplo: “Seu filho se comportou mal na escola” e “ele foi bem aceito no novo trabalho”. Como conjunção, servindo para conectar orações, como em “Mal chegou e já se foi”. Essas palavras também têm a função de substantivos, por exemplo: “Você é o meu bem” e “o mal dele é não saber ouvir”.

67 Mal humorado/ mal-humorado

Erro: Estava mal humorado e isso afetou a todos da equipe.
Forma correta: Estava mal-humorado e isso afetou a todos da equipe.

Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educaional, explica que as formações vocabulares com MAL- exigem hífen caso a palavra principal inicie-se por vogal, h ou l: mal-estar, mal-empregado, mal-humorado, mal-limpo.

68 Mão-de-obra/ mão de obra

Erro: A falta de mão-de-obra qualificada é um dos gargalos da economia brasileira.
Forma correta: A falta de mão de obra qualificada é um dos gargalos da economia.

Explicação: Com palavras justapostas (uma após a outra) em que haja um termo de ligação (geralmente uma preposição ou conjunção) não se usa hífen, segundo Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori de Educação Corporativa.

69 Meio-dia e meio/ meio-dia e meia

Erro: Entregarei o relatório ao meio-dia e meio.
Forma correta: Entregarei o relatório ao meio-dia e meia.

Explicação: O termo meio pode ter duas funções: adjetivo e advérbio, segundo explica Laurinda Grion no livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer). Quando advérbio, meio quer dizer “um pouco” e é invariável. Quando adjetivo, meio quer dizer “metade de” e é variável, ou seja, concorda com o termo a que se refere.

70 No aguardo/ ao aguardo

Erro: Fico no aguardo da sua resposta.
Forma correta: Fico ao aguardo da sua resposta.

Explicação: O certo é “ao aguardo de”, “à espera de”, segundo Laurinda Grion, autora do livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).

71 No ponto de/ a ponto de

Erro: A demanda da chefia é tão alta, que estou no ponto de mandar tudo às favas.
Forma correta: A demanda da chefia é tão alta, que estou a ponto de mandar tudo às favas.

Explicação: Para dar a ideia de estar “prestes a”, “na iminência de”, use a expressão “a ponto de”, indica Laurinda Grion.

72 O mesmo/ele

Erro: Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.
Forma correta: Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar.

Explicação: De acordo com Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “o mesmo” não serve para substituir uma palavra anteriormente dita. Quem está nas empresas, portanto, deve preferir os pronomes ele(s) ou ela(s), cuidando para adequar a partícula “se” à nova sentença.

73 Onde/ em que

Erro: Vamos à reunião onde decidiremos os rumos da companhia.
Forma correta: Vamos à reunião em que decidiremos os rumos da companhia.

Explicação: de acordo com Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, reunião não é lugar e as palavras onde e aonde se referem apenas a lugares. Prefira “a reunião em que” ou “na qual decidiremos sobre”.

74 O quanto antes/ quanto antes

Erro: Voltarei ao escritório o quanto antes.
Forma correta: Voltarei ao escritório quanto antes.

Explicação: Antes da locução adverbial “quanto antes” não se usa artigo definido “o”, diz Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

75 Parcela única/ de uma só vez

Erro: O pagamento será feito em parcela única.
Forma correta: O pagamento será feito de uma só vez.

Explicação: Parcela significa parte de um todo, diz Laurinda Grion. Logo se não há parcelamento, o certo é dizer “de uma só vez”.

76 Por que / porque

Erro: Não a vi ontem por que eu estava fora da cidade.
Forma correta: Não a vi ontem porque eu estava fora da cidade.

Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica: porque é uma conjunção e serve para ligar duas ideias, duas orações. É usado ando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira. A forma “por que” é um advérbio interrogativo de causa e é usada quando pedimos por uma causa ou motivo. Caso mais incomum para o uso da forma “por que” é quando ela pode ser substituída por “para que”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, pelas quais. Exemplos: Lutamos por que (para que) a obra terminasse antes da inauguração. Este é o caminho por que (pelo qual) passamos.

77 Porquê/ por quê

Erro: A diretriz mudou, não sei porquê.
Formas corretas: A diretriz mudou, não sei por quê. A diretriz mudou, não sei o porquê.

Explicação: Segundo explicação de Viven Chivalski, “porquê” substitui as palavras razão, causa ou motivo. É um substantivo e, como tal, tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos. A palavra geralmente é antecedida de artigo “o” ou “um”.
Use a expressão “por quê” quando ela estiver no fim da frase. Alguns autores dizem que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não importa que seja pergunta ou não, diz Vivien. Exemplos: Não aprovaram a proposta e não sabemos por quê. Não temos o resultado da concorrência. Por quê? Não sabemos por quê, onde e quando tudo aconteceu.

78 Penalizado/ punido

Erro: Quem desrespeitar o código de conduta será penalizado.
Forma correta: Quem desrespeitar o código de conduta será punido.

Explicação: Penalizar significa “causar pena”, “magoar”. No sentido de castigar, o certo é usar o verbo punir, indica Laurinda Grion.

79 Por causa que/ porque/ por causa de

Erro: Não fui à aula por causa que está chovendo muito.
Formas corretas: Não fui à aula porque está chovendo muito. Não fui à aula por causa da chuva.

Explicação: O certo é usar “porque” ou “por causa de”.

80  Por cento veio/ por cento vieram

Erro: Entre os funcionários, 15% é contra a mudança de sede.
Forma correta: Entre os funcionários 15% são contra a mudança de sede.

Explicação: Números percentuais exigem concordância.

81 Precaver/ prevenir

Erro: É importante que a empresa se precavenha contra invasões.
Forma correta: É importante que a empresa se previna contra invasões.

Explicação: O verbo precaver é defectivo, não tem todas as conjugações. No presente do indicativo só existem a 1ª e 2ª pessoa do plural (precavemos e precaveis) e não existe presente do subjuntivo.

82 Precisam-se/ precisa-se

Erro: Precisam-se de bons vendedores.
Forma correta: Precisa-se de bons vendedores.

Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica que sempre que houver uma preposição depois do pronome “se” (de, por, para, com, em, etc.) não haverá plural, apenas singular. Exemplo: Trata-se de ideias inovadoras.

83 Prefiro … do que/ prefiro… a

Erro: Prefiro sair mais tarde do trabalho do que ficar parado no trânsito.
Forma correta: Prefiro sair mais tarde do trabalho a ficar parado no trânsito.

Explicação: Não há necessidade do comparativo “do que” porque, conforme a explicação de Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, não há comparação. “Não há necessidade de palavras como mais, mil vezes, do que”, diz o professor.

84  Preveram/ previram

Erro: Os analistas preveram tempos de crise.
Forma correta: Os analistas previram tempos de crise.

Explicação: A conjugação do verbo prever segue a do verbo ver. Logo, se o certo é dizer eles viram, é certo dizer eles previram.

85 Quadriplicar/ quadruplicar

Erro: O número de funcionários quadriplicou no ano passado.
Forma correta: O número de funcionários quadruplicou no ano passado.

Explicação: Quádruplo é o numeral e significa multiplicativo de quatro, quantidade quatro vezes maior que outra. Quadruplicação, quadruplicar e quádruplo são as formas corretas, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria comete)”, da editora Saraiva.

86 Qualquer/ nenhum

Erro: Informo-lhes que não mantenho qualquer tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.
Forma correta: Informo-lhes que não mantenho nenhum tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.

Explicação: De acordo com a explicação de Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, qualquer é pronome de sentido afirmativo. “Logo, em construções negativas, deve-se empregar nenhum”, diz Laurinda, no livro.

87 Quantia/ quantidade

Erro: Informe a quantia exata de itens no estoque.
Forma correta: Informe a quantidade de itens no estoque.

Explicação: Usa-se quantia para dinheiro e quantidade para coisas, diz Laurinda Grion.
88 Que preciso/ de que preciso

Erro: Os documentos que preciso estão na gaveta.
Forma correta: Os documentos de que preciso estão na gaveta.

Explicação: O verbo precisar pede a preposição “de”, explica Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori.

89 Reaveu/reouve

Erro: A homenagem reaveu nossa motivação.
Forma correta: A homenagem reouve nossa motivação.

Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, explica que o pretérito perfeito de reaver é reouve. Gramaticalmente, o verbo REAVER é defectivo, só se conjuga nas formas em que o verbo HAVER possui a letra V. Presente do indicativo: reavemos, reaveis. Pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.

90  Responder o/ responder ao

Erro: Vou responder o email daqui a pouco.
Forma correta: Vou responder ao email daqui a pouco.

Explicação: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta, é sempre indireta, ou seja, pede a preposição “a”.

91 Retificar/ ratificar

Erro: O homem retificou as informações perante o juiz.
Forma correta: O homem ratificou as informações perante o juiz

Explicação: Reinaldo Passadori explica o significado dos verbos ratificar e retificar. “Ratificar, do latim medieval, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar. Retificar, também do latim com base na palavra rectus, se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa”, explica o professor Passadori.

92 Rúbrica/ rubrica

Erro: Ponha a sua rúbrica em todas as páginas do relatório, por favor.
Forma correta: Ponha a sua rubrica em todas as páginas do relatório, por favor.

Explicação: Rubrica é paroxítona, sem acento.

93 Senão/ se não

Erro: Senão fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Forma correta: Se não fizer o relatório, não cumprirá a meta.

Explicação: Para dar a ideia de “caso não faça o relatório”, como no exemplo acima, o certo é utilizar a forma separada. Senão (em uma só palavra) tem vários significados, segundo explicação de Laurinda Grion: do contrário, de outra forma, aliás, a não ser, mais do que, menos, com exceção de, mas, mas sim, mas também, defeito, erro, de repente, subitamente.

94 Seríssimo/ seriíssimo

Erro: O problema é seríssimo.
Forma correta: O problema é seriíssimo.

Explicação: Os adjetivos terminados em io antecedido de consoante possuem o superlativo com ii, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

95 Somos em/ somos

Erro: No escritório, somos em cinco analistas.
Forma correta: No escritório, somos cinco analistas.

Explicação: Não há necessidade de empregar a preposição “em”.

96 Tão pouco/ tampouco

Erro: Não fala inglês, tão pouco espanhol.
Forma correta: Não fala inglês, tampouco espanhol

Explicação: Tão pouco equivale a muito pouco. Já tampouco pode significar: também não, nem sequer e nem ao menos.

97 Vem/ veem

Erro: Eles vem problemas em todas as inovações propostas
Forma correta: Eles veem problemas em todas as inovações propostas.

Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, mostra as conjugações no presente do verbo ver: ele vê (com acento), eles veem (sem acento, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa). Exemplos: Ele vê os filhos aos sábados. Eles veem o pai uma vez por semana. O verbo vir, no presente, é conjugado assim: ele vem, eles vêm (com acento). Ele não vem sempre aqui. Eles vêm a São Paulo uma vez por ano.

98 Vir/ vier

Erro: Se ele não vir amanhã, vai perder mais uma reunião importante.
Forma correta: Se ele não vier amanhã, vai perder mais uma reunião importante.

Explicação: No caso do verbo vir, temos as seguintes formas no futuro do subjuntivo, explica Vivien Chivalski: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.

99 Visar/ visar a

Erro: Augusto visa o cargo de diretor comercial da empresa.
Forma correta: Augusto visa ao de diretor comercial da empresa.

Explicação: Visar com o sentido de pretender é transitivo indireto, isto é, exige a preposição “a”.

100 Zero horas/ zero hora

Erro: O novo modelo entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Forma correta: O novo modelo entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.

Explicação: O adjetivo composto zero-quilômetro é invariável, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/100-erros-de-portugues-frequentes-no-mundo-corporativo

 

Artigo: O fim da avaliações


Excelente artigo sugerido por nossa parceira Ângela Scorsin publicado na Revista Você RH

show

Empresas perceberam que rotular o funcionário pelo desempenho do passado não traz benefícios. A alternativa? Valorizar os talentos pensando no futuro.

Anne Dias

Sergio Piza, líder de gente e gestão da Klabin: a empresa abandonou a avaliação com notas e classificações para focar nas oportunidades individuais de desenvolvimento | Crédito: André Lessa

A avaliação de desempenho, tal qual a conhecemos, está chegando ao fim. Grandes companhias começaram a abolir a rotulagem dos funcionários pelo que eles fizeram no passado e passam a desenvolver um plano individual que valorize suas habilidades — de olho no futuro.

Esse é um reflexo da percepção dos próprios líderes de RH, que em sua maioria notam que os atuais modelos de medição são ineficientes. As avaliações não refletem de forma correta as contribuições dos indivíduos, muito menos apoiam o crescimento necessário dos negócios.

De acordo com uma pesquisa de 2013 da CEB, consultoria de benchmarking global de capital humano, realizado com 35 000 empregados de mais de 40 organizações no mundo, 45% dos líderes de RH reconhecem que grandes mudanças no processo de avaliação são necessárias, enquanto 41% fizeram alguma alteração recentemente.

A fabricante de papéis e celulose Klabin foi uma das primeiras empresas a adotar um novo modelo no Brasil, há um ano. “Deixamos de lado a avaliação que vinha com notas e classificações e agora as discussões ficam em torno das oportunidades de cada um para se desenvolver e, assim, entregar resultado. Saímos do feedback e fomos para o ‘feedforward’, que tem foco no que a pessoa fez de positivo, sempre olhando para o futuro”, diz Sergio Piza, responsável por gente e gestão da Klabin.

A ideia é puxar do empregado o que ele tem de melhor, para que isso se reverta em resultado para a organização. A palavra de ordem passa a ser o desenvolvimento — não mais o desempenho.

E por que fazer essa mudança agora? Piza explica que assim se cria um ambiente de confiança, um espaço no qual as pessoas podem ser autênticas e dizer o que pensam. “Dar um bom feedback é difícil. O que temos agora é um diálogo com mais qualidade e que faça sentido para todos”, afirma.

Velhos problemas

Afinal, o que há de errado com as avaliações feitas até agora? “O processo todo sempre foi muito longo, burocrático e estático”, diz Adriana Chaves, sócia responsável pela divisão de desenvolvimento e carreira da DMRH, consultoria de gestão de pessoas e processos seletivos.

Para Luiz Gustavo Mariano, sócio da Flow Executive Finders, empresa de seleção de executivos, a principal dificuldade é que o gestor não atua na correção da rota na hora em que alguma coisa ruim acontece. “O chefe espera chegar o período da avaliação, que pode ser daqui a seis meses ou um ano, para dar o feedback”, diz.

E, com um mundo em constante mudança, cada vez mais é preciso agir rapidamente. Outra dificuldade, completa Mariano, é que, quando o executivo de RH mensura o tempo de preparo dos funcionários e da aplicação do questionário em si, e o valor financeiro de ter líderes envolvidos em diversas reuniões de discussão de pessoas, especialmente em grupos com mais de 1 000 trabalhadores, ele percebe o quão custoso esse processo é. “A companhia toda para por um mês”, diz Mariano.

Devagar, as corporações começam a perceber as falhas e a mudar as formas de aferir o desempenho. Segundo um levantamento da Fundação Instituto de Administração (FIA) junto com a pesquisa 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar (realizada há 20 anos pela revista VOCÊ S/A), em 2014, todas as organizações mediam os empregados com base no que fizeram no passado, com feedbacks semestrais ou anuais. Em 2015, a porcentagem caiu para 98%. Entre as organizações que estão revendo a avaliação, a busca é por conversas mais frequentes, com menos peso para a hierarquia e processos internos mais simples.

Hora de mudar


Para agilizar a avaliação, a multinacional americana GE, reconhecida defensora da matriz 9 Box, nos anos 1960, trocou a mania de rotular os funcionários em quadrantes por um processo de cocriação, envolvendo seus 165 000 trabalhadores nos países onde está presente. “Nós visamos o futuro. Buscamos desenvolvimento profissional e queremos abrir diálogo sobre a carreira de nossos colaboradores”, diz Ana Manhaes, líder de desenvolvimento de talentos da GE para América Latina.

Agora o feedback é dado à medida que as atividades e os fatos acontecem — sem a necessidade de uma reunião formal. Para isso, a companhia desenvolveu uma ferramenta na qual as pessoas publicam, a qualquer momento, suas conquistas e contribuições. Elas também têm a oportunidade de dar, solicitar e receber a opinião de seus colegas, superiores e subordinados.

Camille Mirshokrai, diretora de desenvolvimento de liderança para mercados emergentes da Accenture, em sua visita ao Brasil, afirmou que a chave para um bom processo de medição dos funcionários não é apenas dar feedback na hora certa, mas “ser coach” — principalmente pensando em alavancar o desempenho. “Essa, sim, é a grande mudança”, diz.

Há um ano, a consultoria decidiu parar com as avaliações anuais de seu pessoal. Desde então, os líderes trabalham para descobrir suas próprias fortalezas e estabelecer as prioridades para fazer a diferença nos projetos que serão desenvolvidos durante o ano.

É inegável que as pessoas ficam motivadas e, consequentemente, trabalham mais e melhor quando são avaliadas justa e corretamente. Mas é preciso cuidado para, em busca de melhorias, não dar às avaliações apenas uma roupagem diferente para velhos problemas.

O alerta é feito por Sofia Esteves, presidente do conselho do Grupo DMRH. Nos últimos três anos, ela tem coordenado um grupo com 25 representantes de grandes empresas, como Ultra, GE, Samsung, Unilever e Novelis, cujo objetivo é debater ideias relacionadas ao trabalho que vão surgindo no mercado. A avaliação de desempenho, como é feita hoje, foi tema da mais recente reunião do grupo. “Foram levantados prós e contras, e o que vimos foi que os profissionais de RH estão num grande questionamento sobre o tema”, afirma a empresária.

Para Joel Dutra, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), que acompanha as questões que envolvem gestão de pessoas há 20 anos, as corporações que realmente quiserem mudar a forma como medem seus empregados terão de lutar contra uma cultura interna extremamente arraigada. “Há uma grande evolução nos processos de avaliação nos últimos anos. A discussão não é se a companhia faz ou não, mas em que nível de maturidade (para avaliar pessoas) ela está para dar um novo passo.”

Mais do que abandonar cronogramas ou simplificar processos, os executivos de RH precisam repensar a forma como enxergam os funcionários. Avaliar recursos ou peças é uma coisa, pensar em seres humanos complexos é outra.

Fonte: http://vocerh.uol.com.br/noticias/acervo/o-fim-das-avaliacoes.phtml#.V1geLJErLIX

 

Artigo: Está sem emprego? Mude, recomece!


 

peixe

Autor: Roni Silva

para Catho – Carreira & Sucesso

 

O mercado de trabalho ainda passa por um momento de retração, há vagas e contratações em diversos setores, mas em números menores se comparados com outros anos e as exigências aumentam a cada dia. Frente a esta realidade o medo de estagnar na carreira ou perder o emprego torna-se um grande vilão para profissionais. Será que este não é o momento mais propício para mudar de área e começar uma nova carreira?

 Muitas vezes a ideia de recomeçar parece uma realidade longe, afinal quando se acumula experiência o profissional ganha credibilidade em sua área, mas nem sempre mudar significa começar do zero, é possível aplicar experiências em novos caminhos, mesmo que sejam caminhos diferentes de outros já traçados. Embora não seja regra, o ideal é tentar começar por áreas correlatas e que o profissional já tenha alguma afinidade.

Profissionais que sempre se perguntaram se estão mesmo na área correta podem aproveitar o momento para se aventurar e conquistar o novo. Vale lembrar que antes de pensar em uma mudança é preciso pesquisar, conhecer a área e o mais importante, se qualificar. Não importa qual seja o segmento, o mercado necessita cada vez mais de profissionais que sejam especialistas em suas atividades e só com qualificação é possível entregar resultados e superar expectativas.

É importante que a decisão seja madura e baseada em fatos concretos, estar chateado com o chefe, ganhar pouco e estar insatisfeito com a empresa, por exemplo, não são motivos que justificam uma troca de área, pois são razões passageiras. É preciso entender também que a troca de área deve ser feita com motivos que não mudarão a longo prazo, entrar em segmentos com alta de oportunidades no cenário atual não é uma boa ideia, o que está em alta hoje estará daqui a 10 anos? Por isso, o conselho básico é: procure algo que você goste de fazer.

Larissa Meiglin, supervisora do departamento de consultoria ao candidato e a carreira da Catho, fala sobre como o profissional deve agir nestes momentos: “Em um cenário onde a economia não demonstra uma melhora a curto prazo, repensar a carreira pode ser uma boa saída para ampliar o leque de oportunidades de atuação. A flexibilidade e adaptação são características muito recomendadas neste momento, pois o profissional que sabe se reinventar tem mais chances de encontrar uma nova fonte de renda, seja ela uma renda complementar ou mesmo algo totalmente novo, como única fonte de ganho” afirma.

Larissa ainda explica como a experiência conta mesmo para recomeços e como profissionais podem se destacar: “Alguém que já atuou com vendas no começo da carreira e hoje atua em outra área, pode buscar retomar sua vivência no segmento comercial, pois prevemos que esta será uma das áreas mais aquecidas em 2016. Apostar em cursos específicos, sejam breves ou mais aprofundados, podem abrir as portas para um bom networking e mais vagas de emprego. O importante é não ficar parado e esperar a crise passar, pois quem souber aproveitar o momento para se reinventar, terá ainda mais chances de sucesso quando o cenário mudar para melhor” finaliza.

Fonte: http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/carreira-sucesso/dicas-emprego/esta-sem-emprego-mude-recomece?sc_source=b2c:newsletter&sc_medium=2016-04-01ces&sc_campaign=ces&sc_content=carreira_sucesso_materia1&utm_source=b2c:newsletter&utm_medium=2016-04-01ces&utm_campaign=536&utm_content=carreira_sucesso_materia1